O gerente de esporte do CFO, João Neto, o presidente da FCW, Hudson Jatobá, e o presidente da CBW, Flavio Cabral Neves.

Em evolução, Wrestling cearense se alia ao maior centro de excelência esportiva do Brasil

O Ceará é mais um dos estados que segue uma evolução no Wrestling brasileiro. Com projetos sociais e de base, a modalidade tem se destacado nos últimos tempos no cenário nacional e internacional e quer crescer ainda mais. Visando isso, a Federação Cearense de Wrestling está perto de fechar uma parceria com o Centro de Formação Olímpica (CFO), o maior complexo de excelência esportiva do Brasil, localizado em Fortaleza.

A federação e o CFO estreitaram os laços há poucas semanas, apesar do centro existir desde 2014. Essa aproximação aconteceu graças a uma ação conjunta de Hudson Jatobá, presidente da federação cearense, e Flávio Cabral, presidente da Confederação Brasileira de Wrestling (CBW). Hudson promoveu um curso de técnicas e de arbitragem em seu estado, que contou com a participação de Flávio e do árbitro pernambucano Robson Bacelar.

Hudson aproveitou a presença de Flávio Cabral em Fortaleza e o levou para visitar o Centro de Formação Olímpica (CFO), um dos complexos de excelência esportiva mais modernos da América Latina. Segundo dados disponibilizados pelo próprio CFO, a estrutura tem quase 86 mil metros quadrados, abrigando 26 modalidades olímpicas e paralímpicas, com piscinas, campo de futebol, pistas de atletismo, de skate, áreas para lutas, entre diversas outras instalações. O complexo recebeu o Pan-Americano Júnior de Wrestling em 2018. 

Por lá, Hudson e Flávio acertaram alguns projetos para o CFO, que incluem treinamentos de Wrestling para os atletas locais – no CFO, há um tapete olímpico e outor de reserva. Uma outra ideia a ser implementada nos próximos meses é realizar uma espécie de concentração com a comunidade nordestina de wrestling no CFO, onde poderão ser realizados cursos e sessões de treinamento com treinadores especializados, além de possíveis competições.

As propostas foram muito bem recebidas pelo CFO e devem ser postas em práticas em breve. Isto vai ajudar a desenvolver ainda mais o Wrestling no Ceará e no Nordeste, como comenta o próprio Hudson Jatobá. “Eu e o Flávio estamos elaborando de reunir o pessoal do Nordeste e fazer uma concentração de dez dias, trazer treinadores cubanos e brasileiros. A ideia é que eles (treinadores) possam ter uma convivência com os atletas do Nordeste”, revela. 

O curso que atraiu Flávio Cabral até Fortaleza foi realizado na sede da Confederação Brasileira de Karatê (CBK), entidade que tem parceria com a Federação Cearense de Wrestling. Foram dois dias de ensinamentos, que envolveram aulas técnicas e de arbitragem e ações na prática. Apesar da baixa adesão por conta do conflito de datas com outros eventos pelo estado, Hudson Jatobá viu a experiência como muito positiva.

“Tivemos uma parcela pequena, mas que foi significativa por conta do conteúdo que foi dado. A absorção de um conteúdo muito bom, com pessoas que já estavam inteiradas do assunto, capacitou muito nossos árbitros. Agora nós podemos dizer que temos um quadro de árbitros, que apesar de não serem muitos, estão extremamente capacitados”, comenta Hudson. 

O Wrestling no Ceará

Além de presidente, Hudson Jatobá foi o fundador da Federação Cearense de Wrestling. Ele é advogado, mas está se graduando em educação física, com o objetivo de fortalecer ainda mais sua relação com o esporte. E uma de suas metas desde já é estruturar a base esportiva do Wrestling, com a prática da modalidade desde cedo.

Hudson Jatobá é advogado e está se graduando em educação física. Ele era atleta de judô do Palmeiras na década de 1980, quando foi apresentado ao wrestling a convite de Katsuhiro Naito, presidente por duas vezes da Federação Paulista de Judô e fundador da Federação Paulista de Luta Olímpica.

“Não temos a cultura do Wrestling no Brasil ainda. Precisamos fomentar a arte a partir de crianças de 4 ou 5 anos de idade. Eu costumo dizer o seguinte: ‘se a criança não usa fralda e consegue pedir água, ela já pode treinar wrestling’. A partir daí, ela vai começar a gostar da modalidade”, explica ele.

O Projeto Força no Esporte (PROFESP) foi criado em 2012, junto à Marinha, justamente com o objetivo de apresentar o Wrestling às diferentes idades. Segundo Jatobá, muitos atletas seguem se desenvolvendo na modalidade após conhecerem o projeto, enquanto outros optaram por seguir carreira de árbitro. 

Após um período de ausência por conta da pandemia, o projeto precisou ser desativado e foi implementado em uma escola, no ano passado. Por lá, em poucos meses de treinamento, atletas já foram para os Jogos Escolares e conseguiram “dar trabalho”, como o Hudson explica. Além da base escolar, a modalidade tem conseguido alcançar um bom nível universitário e, consequentemente, no adulto.

O principal destaque do estado na atualidade é Marcos Wesley Siqueira, que foi vice-campeão pan-americano na categoria até 65kg do estilo livre no ano passado. Ele também disputou o Pré-Olímpico para os Jogos de Tóquio 2020 e foi para o Campeonato Mundial de Oslo, em dezembro passado, além de ter sido campeão brasileiro universitário.

“Nós temos um poder universitário muito bom, uma categoria de base que está sempre do intermediário para cima e estamos tentando fazer o possível para melhorar”, finaliza o presidente.

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