Gisele Sabrina vai coordenar a arbitragem do wrestling (RuivaFight/CBW)

Gisele Sabrina assume a Coordenação de Arbitragem da CBW

A arbitragem da Confederação Brasileira de Wrestling tem uma nova coordenadora: Gisele Sabrina. A juíza, representante nacional do apito nos Jogos Pan-americanos de Lima, vai comandar os árbitros do país e ficará responsável pelo corpo de arbitragem nos campeonatos, cursos de capacitação e será a comandante da arbitragem no Brasil.

“Fiquei honrada em receber o convite e seguir o legado deixado pelo árbitro olímpico Eduardo Paz. Espero dar a oportunidade para os integrantes do nosso quadro se aperfeiçoarem através de cursos e clínicas. Também precisamos formar mais árbitros internacionais e aumentar o quadro feminino. A nova gestão da CBW quer fazer a modalidade crescer como um todo e o crescimento da arbitragem também está dentro disso”, comentou Gisele.

A trajetória de Gisele na modalidade começou em 2002 em um projeto social, comandado por Eduardo Paz, treinador e árbitro olímpico da modalidade, na Comunidade Parque Royal, localizada na Ilha do Governador. O crescimento foi rápido, Gisele venceu campeonatos nacionais, cadetes, juniores e foi ainda campeã sul-americana e medalhista pan-americana cadete. Depois de um período de afastamento, Gisele retornou aos tapetes e trocou a malha pelo uniforme da arbitragem.

“Em 2012, depois de alguns anos afastada dos tapetes, meu ex-treinador e mentor Eduardo insistiu para que fizesse um curso de Formação de Professores e Árbitros, onde me formei e comecei a atuar em grandes competições regionais. Tive a oportunidade de participar dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro no placar (marcando as pontuações designadas pelos árbitros) e ver os melhores árbitros do mundo atuando. Foi um aprendizado muito grande”,explicou Gisele.

Depois de estudo e dedicação nos campeonatos, Gisele atingiu a categoria internacional da United World Wrestling e passou a ser convocada para competições de responsabilidade e exigência ainda maiores. A brasileira correspondeu e recebeu uma grande missão: arbitrar os Jogos Pan-americanos de Lima, no Peru, em 2019.

“Depois que atingi a categoria internacional, tive a oportunidade de arbitrar em Pan-americanos e no Mundial Escolar da Hungria na Confederação Brasileira do Desporto Escolar (CBDE), na Hungria. Depois veio a convocação para os Jogos Pan-americanos de Lima e a experiência foi extraordinária, atuei lado a lado com os melhores e arbitrei luta de medalhistas olímpicos. Uma emoção indescritível”, relembrou Gisele.

Apitar os Jogos Pan-americanos foi um marco para arbitragem feminina brasileira, já que Gisele se tornou a primeira mulher a representar o apito nacional na competição mais importante das Américas. Agora, a carioca de 33 anos repete o pionerismo e ineditismo à frente do quadro nacional de arbitragem. Independentemente de ser mulher ou homem, Gisele pretende repetir a seriedade e respeito dentro e fora dos tapetes.

“Mais do que gênero o que conta mesmo é o trabalho. Me dedico e trabalho em prol da arbitragem há alguns anos, procurando me capacitar e fazer um trabalho de excelência. Quero fazer um trabalho respeitando as regras e sendo rígida com gentileza. Agradeço ao Eduardo Paz por  todas as orientações e ao presidente Flavio Cabral pela oportunidade”, frisou Gisele.

 

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