Gisele Sabrina, ao centro, atingiu feito inédito ao ser a primeira mulher convocada para os Jogos (RuivaFight/CBW)

Gisele Sabrina: primeira árbitra brasileira convocada para uma edição dos Jogos Pan-americanos

No dia 8 de março é celebrado mundialmente o Dia Internacional da Mulher e para homenagear todas as mulheres do wrestling, atletas, dirigentes e torcedoras, a Confederação Brasileira de Wrestling conta um pouco mais da história da ex-atleta e atualmente árbitra Gisele Sabrina, primeira mulher convocada para integrar o seleto grupo de árbitros dos Jogos Pan-americanos de Lima 2019. Mas antes de alcançar este feito inédito, por pouco outro esporte quase impediu Gisele de brilhar nos tapetes. Foi no futebol que a menina deu os primeiros passos na carreira esportiva na Ilha do Governador, Rio de Janeiro.

“Antes praticava futebol, jogava no Flamengo, mas através de um projeto na minha comunidade Parque Royal, conheci o wrestling. Isso foi em 2002, tinha 16 anos na época e o Eduardo Gonçalves foi meu primeiro professor. Depois de vencer o Campeonato Brasileiro Cadete ganhei o direito de disputar o Sul-americano na Argentina e fui campeã. A partir daí resolvi ficar somente no wrestling”, explicou Gisele, que ainda conquistaria uma medalha de bronze no Pan-americano Cadete e terminaria entre as 10 primeiras na categoria até 48kg do Campeonato Mundial Júnior na Guatemala, em 2006.

A carreira promissora nos tapetes prosseguia e ao mesmo tempo que sonhava com os Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, Gisele deu a luz ao primeiro filho, Gustavo, em 2007 e se afastou do wrestling. Em 2010, Gisele teve o segundo filho, dessa vez uma menina, Fernanda, e o sonho de voltar aos tapetes parecia cada vez mais distante. Porém, o antigo treinador e agora também árbitro Eduardo Paz Gonçalves, voltou a ter papel importante na retomada da lutadora ao cotidiano do wrestling.

“Depois que tive minha filha pensei em desistir de totalmente. Mas o Eduardo insistiu que me inscrevesse no Curso de Formação de Árbitros e Professores em 2012. Desde então, sigo em busca de conhecimento e tentando me aperfeiçoar cada vez mais. Ainda não caiu a ficha da convocação para os Jogos. Nesse tipo de torneio, só os melhores juízes são convocados. Procuro observar os outros árbitros e me inspirar no melhor deles. Acredito que uma boa postura para impor respeito e ter segurança no que faz é essencial. Ser rigorosa quando precisa, porém justa conforme as regras”, comentou Gisele.

Para conseguir participar dos compromissos nacionais e internacionais, Gisele conta com uma equipe e não se trata de uma comissão de arbitragem. Além de comandar as lutas e cuidar dos filhos, a árbitra nacional auxilia a mãe que atua como designer de bolos. A mesma precisão necessária para assinalar os pontos ou conduzir uma luta, é necessária para deixar os bolos no gosto do cliente. Quando Gisele precisa se ausentar para um torneio é a família quem dá suporte.

“Meus familiares são muito importantes. Quando viajo cada um ajuda um pouco a cuidar dos meninos. Esposo, mãe, tias e primos todos contribuem quando preciso. Para que não abandonasse o wrestling, minha mãe convidou para trabalhar com ela na Landbolos. Assim, além de ajudá-la com os bolos, pude participando das competições de wrestling”, revelou Gisele.

Nunca é demais lembrar que a competição feminina nos Jogos Olímpicos começou apenas em 2004, na edição de Atenas. De lá para cá o número de mulheres no esporte aumenta a cada ano ao redor do planeta. Nos Jogos do Rio, pela primeira vez as mulheres tiveram o número de categorias equiparadas aos homens, seis para cada estilo, embora o estilo greco-romano ainda seja uma disciplina exclusiva para os meninas. Para celebrar o Dia Internacional da Mulher e comemorar a convocação de Gisele mandou uma mensagem para todas as envolvidas com o esporte, e que desejam, como ela, fazer história.

“Uma frase que serve para quem quer ser atletas, árbitra ou até mesmo qualquer outra coisa na vida: “Eu posso, eu quero, eu consigo”. Vocês devem acreditar em vocês mesmo sempre” encerrou Gisele.

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